Guiné-Bissau enfrente mais um golpe de estado, quando se preparava para a segunda volta das eleições presidenciais no passado dia 12, quinta-feira. Os autores da acção, apontam o dedo às forças angolanas estacionadas no país.
No passado dia 12, quinta-feira, quando os Guineenses preparavam para o reinício da campanha para a segunda volta das presidenciais.
Os militares deslocaram-se para algumas das principais ruas da cidade, onde se situa a Presidência da República e onde é a casa do Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, o candidato mais votado na primeira voltadas presidenciais. Carlos Gomes Júnior, o presidente interino, Raimundo Pereira e o chefe das Forças Armadas, António Indja foram presos pelos militares.
O golpe tinha por objectivo defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que teria sido autorizados pelos chefes do Estado interino, Raimundo Pereira, e do Governo, Carlos Gomes Júnior.
Segundo a Inforpress esta acusação não era nova. António Indjai tinha ameaçado no dia 5, atacar as tropas angolanas em Bissau, no decorrer das reuniões de emergência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), realizada em Abidjan.
António Indjai tinha referido que as forças angolanas estavam na posse de armas pesadas, como 14 tanques de guerra e de e de outros tantos jipes com metralhadoras pesadas.
Mais tarde, o porta-voz do Comando Militar na Guiné-bissau insistiu que foi Angola quem levou as Forças Armadas guineenses a desencadear golpe de Estado para evitar a mote da cúpula da hierarquia do exército.
Dabana Na Wana numa entrevista que deu à Rádio de Cabo Verde contou que Angola não desrespeitou o acordo entre os dois países ao trazer armas pesadas para Guiné-Bissau.
O porta-voz dos revoltosos referiu que os “tanques com lagartas, carros de combate e alguns mosteiros para canhão” chegaram inicialmente a Bissau sem conhecimento das Forças Armadas, que pediram explicações à Missang, tendo-lhes sido respondido que se destinavam a reforçar o exército guineense.
Dabana Na Wana, porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas explicou que não foi difícil chegar a um entendimento com a CEDEAO, numa reunião realizada segunda-feira à noite, porque os militares aceitaram que o poder seja devolvido aos civis.
No entanto o mesmo responsável afirmou que os militares deixaram”bem claro” que “esta fora de questão” a segunda volta das eleições presidenciais e que o retorno de Carlos Gomes Júnior esta fora de questão.
(Fonte: jornal Expresso das Ilhas)
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